A inclusão da TV
Augusto Gadelha, como técnico do governo, toma parte
nas discussões em que o padrão brasileiro
de TV digital está sendo escolhido. Acha que a TV
digital é alternativa para a inclusão digital.
Mais de 90% da população brasileira têm
televisão e, para Augusto, a interatividade proporcionada
pela TV digital poderá induzir o telespectador a
uma visão mais crítica do mundo. Além
disso, a TV digital poderá ser um meio para novos
serviços de governo eletrônico; assim, mesmo
pessoas sem acesso ao computador terão acesso a serviços
eletrônicos do governo. Alguns desses serviços
possíveis já começam a ser testados
no governo do Estado de São Paulo: em sua apresentação,
o superintendente do Poupatempo, Daniel Annenberg, prometeu
a montagem de um projeto-piloto no bairro de Moema, em São
Paulo. A iniciativa partiu de um consórcio de empresas
privadas e teve a adesão da TV Cultura e do governo
do Estado. “É um projeto pioneiro”, diz
Daniel. “Vai nos mostrar as mudanças necessárias
para disponibilizar na TV os serviços que já
existem na Internet.”
O Estado está montando outros novos serviços,
diz Daniel, como o e-Poupatempo Wireless. Os serviços
serão implementados nas unidades da Sé e da
Estação da Luz, em que não há
mais espaço para expansões. Os funcionários
vão usar notebooks do tipo tablets PC, com Wi-Fi
embutido, para caminhar pelo espaço e atender quem
está na fila. Esse e-Poupatempo Wireless já
foi testado no Poupatempo de Guarulhos, onde o pessoal atendeu
4 mil cidadãos desde julho do ano passado.